segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mais um capítulo

E mais um capítulo começa.
Leve, natural, sem jogos de palavras e entendimentos dubios. Fácil de ler, de sentir, de viver.
Está só começando.
Aquele começo de empolgação e muito medo. Ainda na expectativa de uma história nova, com uma "moral da história" diferente das outras já lidas anteriormente.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Vantagens de ter um blog

Vantagens de ter um blog (ou notas organizadas num caderno, que eu nunca consegui manter):

Poder comprovar (para você mesmo) que você está superando fases. Fases que você achou que não superaria, dores que você pensou que marcariam para sempre.
Até mesmo as histórias e alegrias pontuais e momentâneas. Tudo passa. Passa mesmo! E você consegue perceber que outras histórias e alegrias momentâneas acontecem. E vêm e vão...
Os momentos vão mudando. Que bom!

Seria legal poder reescrever certas histórias, certos posts... Revivê-los com os olhos de hoje, com os olhos que ao reler estas histórias me traz a sensação de "Ai meu Deus, como pude? Que merda!"

Se eu pudesse, eu mudaria alguns, prolongaria outros, e deletaria sem deixar rastro tantos outros.
Mas que graça teria, não é? Não adianta... "...Mistério sempre há de pintar por aí..."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Amor maior que eu!

Sabe, sempre tive o sonho de ser mãe.

Sempre fui muito maternal. Cuidava de minhas bonecas, eu era sempre a 'mamãe' quando brincava de 'mamãe e filhinha' com minhas amiguinhas, cuidava das crianças mais novas da vizinhança. Aos 2 anos, literalmente reguei meu irmãozinho recém-nascido e prematuro com o intuito maternal de fazê-lo crescer forte e bonito, assim como as plantinhas da minha mãe.

Mas me lembro de algo pontual que marcou como início esse meu sonho de ser mamãe de verdade e não das minhas bonecas.
Quando eu tinha 13 anos, eu já namorava há 1 ano com meu primeiro grande amor, vivia um conto-de-fadas onde seríamos namorados por anos e anos e nos casaríamos quando eu tivesse 21 anos e virgem! Sim! E compartilhávamos este sonho comum! (Meu irmão e minha mãe mal sabiam que íamos casar virgens quando surtaram ao presenciar uma cena da mão dele na minha bunda. Enfim...eles não tinham como adivinhar, não é mesmo?)
Bom, mas neste momento da minha vida, eu tive um sonho muito forte. Sonhei que eu tinha engravidado e que toda minha família tinha me renegado e me expulsado. Só meu amor ficou do meu lado. Me sentia muito, muito sozinha e desamparada. Até que meu bebê chegou!
Detalhe bizarro de um sonho bizarro: meu bebê, um meninão, nasceu pela minha cabeça. Sim, uma tampa na minha caixa craniana se abriu e de lá saiu meu bebê. Esse foi o parto! Em frente ao espelho!
Talvez tenha nascido pela minha cabeça, pois somente lá o sexo acontecia mesmo. Sei lá! É o que eu chutaria para explicar esse parto!
Bom, mas voltando, mesmo me sentindo muito só e desamparada, após aquele nascimento, tudo ficou bem! Eu sentia um amor tão forte, tão verdadeiro, um sentimento tão grande e indescritível que me completava e me enchia por completo!

Acordei daquele sonho, com aquela sensação, aquele sentimento que não conseguia nem explicar. Até me emocionava quando lembrava do que senti naquele sonho.
E pensava: Se o amor que uma mãe sente por um filho chegar perto disso, toda mãe está automaticamente perdoada por tudo!

Bom, alguns anos se passaram, tive mais 3 grandes amores, meus sonhos mudaram um pouquinho, assim como o rumo da minha vida. Mas aquele sonho antigo, sempre esteve presente em todas as minhas histórias.

Até que chegou o casamento, a estabilidade financeira, etc... Tinha chegado a hora!

Surpresa 1: Meu médico descobriu que eu tinha endometriose e talvez eu tivesse dificuldade para engravidar.
Após uma cirurgia e 12 meses de um doloroso tratamento para essa doença, tinha chegado a hora de tentar engravidar.

Surpresa 2: Medo! Ui! Chegou a hora!! Ai, será que está mesmo na hora? Será que não seria legal esperar mais 1 ou 2 anos?
resposta do médico: se vocês têm este plano a curto prazo, sugiro a vocês que comecem a tentar já, pois a endometriose poderá voltar, etc etc.. Se vocês não engravidarem em 3 meses, voltem aqui, pois precisarei checar como anda a progressão da doença.

Surpresa 3: Engravidei no segundo mês de tentativa. Ai meu Deus! Não pode ser verdade! Que emoção! Mas não caiu a ficha tão cedo! Nem com todos os exames comprobatórios!

Passando todos estes sustos e surpresas, eu nem imaginava o que ainda estava por vir! Muitos outros sustos e surpresas! Um turbilhão de emoções!

A agonia dos 3 primeiros meses que não passam nunca! O primeiro ultrason! O segundo, o terceiro e todos os outros também! Descobrir o sexo! Sentir ele mexer lá dentro da sua barriga e reagir a sons e vozes e sabores! As pessoas te tratando bem a troco de nada, abrindo portas e sorrisos por onde você passa! Fim dos silêncios constrangedores no elevador! Dores do parto! Fudeu! E agora? Aguenta mais um pouco! Não é hora! (no meu caso, realmente não era a hora, mas a sensação é a mesma). Que medo!
E depois do nascimento então? Primeiro choro! Ai primeiro choro! Chora mamãe, chora papai junto! Ele nasceu mesmo! Está aqui! Todos os dedinhos, nariz perfeitinho, olhinhos lindos e curiosos! E aquele cheirinho?! Noites em claro, maratona de mamadeira, arroto, fralda e soninho (a cada 3 horas ininterruptas). Banho? Banhos curtos antes do nenê acordar! Xixi só quando da tempo! Dormir? Dormir é para os fracos...

Mas a maternidade traz muito mais que tudo isso!
Descobri que aquilo que senti no meu sonho não era o amor de mãe! Amor de mãe é muito mais que aquilo!
É um amor que não cabe no peito! Sem ser piegas, é um amor que literalmente cresce mais a cada dia!
Só que o amor de mãe é muito mais complexo que tudo isso!

Ser mãe, é também ter muito medo de não ser uma boa mãe! Sempre!
Ser mãe, é também ter culpa! Muita culpa!
Ser mãe, é ter medo do futuro!
É saber que por melhor que você seja, você inevitavelmente vai errar!
É querer proteger seu filho de qualquer dor, mas saber que inevitavelmente as dores virão! Como dói!

Ser mãe dói! Um amor que dói e também cura tudo!

sábado, 11 de julho de 2009

Viajando em cabides


Uma companhia aérea Irlandesa (Ryanair) está com um projeto para implementar assentos verticais, isso mesmo, verticais em algumas aeronaves.
A proposta é dar descontos de 50% ou mais para passageiros que topem viajar de pé em trechos curtos.

Bom, a princípio, achei um absurdo. Pensei: meu Deus, era só isso o que faltava!
Mas pensando bem, não é muito diferente do que temos hoje nas cômodas classes econômicas.
Eu com os meus exatos 1m e 2 cms de perna, viajo praticamente dobrada e muitas vezes preciso ficar justamente de pé para desamassar e sentir o sangue circulando novamente pelos meus membros inferiores.

Já não sei mais o que eles vão inventar para enfiar mais passageiros em suas aeronaves.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A vida imita a arte... ou não


Acho que estou voltando à adolescência... pior do que ler livros de adolescente (e gostar) é achar que de algum modo, ele está tentando rir de você, jogando com as coincidências...

Diálogo do livro Crepúsculo que estou lendo.

- Qual o motivo disso tudo?
- Eu lhe disse... Fiquei cansado de tentar ficar longe de você. Então estou desistindo. - Ele ainda sorria, mas os olhos ocre eram sérios.
- Desistindo? - repeti, confusa.
- Sim... Disistindo de tentar ser bom. Agora só vou fazer o que eu quiser e deixar os dados rolarem - O sorriso dele diminuiu à medida que ele explicava e um tom sério esgueirou-se por sua voz.
- Está me confundindo de novo.
O sorriso torto de tirar o fôlego reapareceu.
...
- Então, numa linguagem clara, agora somos amigos?
- Amigos... - refletiu ele, indeciso.
- Ou não - murmurei
Ele sorriu
- Bom, acho que podemos tentar. Mas estou avisando desde já que não sou um bom amigo pra você, - Por tras do sorriso, o alerta era real.
- Você já disse isso muitas vezes
- Sim, porque você não está me ouvindo. Ainda estou esperando que acredite nisso. Se for inteligente, vai me evitar.
...
- E aí, como estou sendo nada inteligente, vamos tentar ser amigos? - Lutei para recapitular a conversa confusa.
- Isso parece bom.

(não pude deixar de rir e fechar o livro ao ler este diálogo)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Bolo na garganta!

Eu já tinha sentindo como uma despedida aquele nosso último encontro. Não tive coragem de perguntar, de confirmar, mas eu senti que foi.
Foi bom ouvir algumas coisas, fiquei envergonhada com outras. No geral, é sempre bom ouvir o que a outra pessoa tem a dizer e não apenas ficar supondo pelas suas atitudes.
Nem precisaria ter acontecido aquela conversa. Já havia lido nas entrelinhas a maioria das coisas que ouvi e as que eu não ouvi também. Mas denovo, é sempre bom ouvir.

E eu? Bom, eu tenho um sério problema...na maioria das vezes não consigo falar o que gostaria na hora. Muitas vezes por orgulho, outras vezes porque me faltam palavras mesmo, mas depois eu fico que nem louca repassando e repassando a conversa na minha cabeça e me remoendo com as coisas que queria ter dito e não disse.

Depois fica tarde demais. E se eu procurar essa conversa mais tarde, a coisa fica parecendo maior do que realmente é. Então desisto. Desisto pra eu não ficar parecendo mais boba do que sou.
Pra não morrer engasgada, costumo escrever. Escrevo e-mails que nunca envio.
Agora uso este espaço também. Mas acabo deletando alguns posts também.
Pessoinha complicada. É, eu sei.

Bom, mas uma coisa é certa também... Eu já tenho experiência suficiente pra me sentir confortável e tranquila com a ideia de que nada acontece por acaso. Tudo tem sua razão de ser. Com certeza!

domingo, 5 de julho de 2009

Fue tan bonito verte cruzar mi camino (al menos por un ratito)

Tanta coisa a dizer, tanta coisa acontecendo, mas nada ao mesmo tempo.
Pensamentos desconexos e conflitantes, assim como os sentimentos.

Enquanto não os organizo, deixo aqui a música dos últimos dias...repeat, repeat...

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Pasos de Gigante - Bacilos

No puedo reir
no puedo llorar.
No puedo dejarte de recordar
no puedo decirte nada que tú no sepas.


Tan solo puedo quedarme como un idiota
pensando en cosas que me provoca
hacer contigo en islas perdidas.

No puedo gritar
no puedo exigir.
No puedo contarte lo que sentí,
no puedo decirte nada, tú estás tan lejos.

Y tú que no sabes nada y lo sabes todo,
que me derrites de tantos modos.
Dime pa' donde vas con mi vida...

Carito el corazón
me queda grande.
Cuando yo pienso en ti, yo siento pasos de gigante.
Carito esta canción,
es importante
porque cuando la canto yo juro que estás ahí delante
porque cuando la canto yo juro que estás ahí delante.


Se fue complicando la situación,
y no hay que olvidarse que al corazón,
le puedes decir de todo menos mentiras.

Tú ibas para allá
yo iba para acá.
Y fue tan bonito verte cruzar
al menos por un ratito por mi camino.


Carito el corazón
me queda grande.
Cuando yo pienso en ti, yo siento pasos de gigante.
Carito esta canción,
es importante
porque cuando la canto yo juro que estás ahí delante
porque cuando la canto yo juro que estás ahí delante.
Ahí delante, ahí delante, ahí delante, estás ahí delante...


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Nas pequenas coisas...


Sabe aquela florzinha pequenininha, amarelinha, perdida alí no meio do matinho? E aquela nuvem passando na frente da lua cheia e iluminada? E por aí vai...um cachorrinho lambendo a patinha deitado na maior calma no meio da rua, uma criança sorrindo com a boca suja de sorvete, ou então inteira suja de tinta, as luzes dos prédios refletidas na água suja do Rio Pineiros, a visão da cidade de São Paulo quando estamos pousando no aeroporto de Congonhas, um velhinho com lágrimas nos olhos porque seu time do coração ganhou o campeonato, ou chorando de rir assistindo Chaves (saudade vovozinho!), uma gota de chuva na pétala de uma flor, chuva escorrendo na janela, ouvir o choro do seu filho logo após o nascimento, o cheiro de bolo quentinho com café na casa, o cheiro da terra molhada, aquele cheiro que te remete à infância, etc, etc, etc

São tantas pequenas coisas! Isso sem parar pra pensar nas grandes coisas...
Na imensidão do universo, das galaxias, nosso planeta perdidinho alí no meio, todas as forças da natureza. (Ok, viagem, eu sei)

Como é bom viver e curtir essas pequenas coisas. Como é bom ter sensibilidade de perceber e admirar cada um destes detalhes com um sorriso bobo nos lábios ou uma lágrima perdidinha alí no olho.
Como seria bom, se a loucura do dia-a-dia não tentasse apagar da nossa memória essas pequenas coisas.

Quero poder fotografar cada uma delas e espalhar pela minha vida para que as imagens não me permita esquecê-las nunca, e com elas, manter meu coração sempre quentinho e em paz, só por saber que elas existem e estão alí!

E a vida continua... Parte II

Como já comentei em alguns posts anteriores, eu estou em re-construção total, estou aprendendo e adorando ficar só comigo mesma, etc etc etc...
Mas quem não gosta de um carinho, de uma compania bacana, de um abraço numa noite fria, ter alguém pra ligar no meio da noite quando bate aqueles medos de espírito e de ladrão? E como é bom ter alguém pra te trazer um copo d'água e um comprimido quando você está com uma gripinha ou uma dor qualquer? E aquele telefonema no meio da tarde pra saber se está tudo bem com você ou pra saber se deu tudo certo naquela reunião difícil que você teria no dia?
Quem não gosta? Quem não quer?

Já ouvi de uma amiga que o que eu quero é um amigo (de preferência gay) e não um namorado. Sim, pode ser, ainda não sinto falta de um namorado.
O saco é que você não consegue ter essas coisas com um amigo, nem amigo colorido. Até pra isso é preciso jogar. Eu não sei jogar!
Confusões e mal-entendidos acontecem nesses casos, infelizmente. Ainda mais comigo! Eu sou mulherzinha demais, carinhosa demais, transparente demais, azarada demais!